Mulher que morreu após pedir socorro por ser atacada pelo ex levou 4 facadas, aponta IML
04/08/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra mulher pedindo socorro após ser esfaqueada por ex no litoral de SP
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Paula Santos da Silva, a mulher perseguida ao sair do trabalho e morta pelo ex-companheiro em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi esfaqueada quatro vezes por ele. Segundo o documento, houve três ataques na região do pescoço e uma facada no abdômen.
Paula foi morta a facadas pelo ex-companheiro Severino Alves Pereira, de 56 anos, em 13 de julho. Imagens obtidas pelo g1 mostram a vítima ensanguentada, caminhando com dificuldade e acenando para pedir ajuda a pessoas que passavam pelo local (veja o vídeo acima).
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A vítima conseguiu caminhar por aproximadamente 110 metros após ser atingida. Ela caiu em frente ao prédio onde morava, na Rua Frei Gaspar. Severino foi preso e denunciado pelo Ministério Público (MP) por feminicídio qualificado.
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Laudo
Paula Santos da Silva, de 37 anos, foi morta esfaqueada por Severino Alves Pereira, de 56, em São Vicente (SP)
Redes Sociais e Arquivo Pessoal
O laudo conclui que a morte de Paula decorreu de uma hemorragia traumática interna e externa. O exame descreve lesões no pescoço, perfuração da traqueia e laceração de vaso calibroso. No abdômen, houve laceração de alça intestinal com hemoperitônio.
De acordo com a denúncia do MP, as áreas são sabidamente letais e foram golpeadas por Severino com a intenção de matar Paula. Ele responderá pelo crime com as agravantes de recurso que dificultou a defesa da vítima e emboscada.
Relembre o caso
Paula e Severino mantiveram um breve relacionamento. Sem aceitar o término, o homem esperou a mulher sair do trabalho no dia 13 de julho e a atacou com facadas na barriga e no pescoço. O crime ocorreu na Rua Tibiriçá, no Centro de São Vicente.
A vítima conseguiu percorrer alguns metros antes de cair em frente ao edifício onde morava, na Rua Frei Gaspar. Imagens de monitoramento registraram a mulher caminhando com dificuldade e pedindo socorro.
Beatriz Santos Freitas com a irmã Paula Santos da Silva, morta a facadas em São Vicente (SP)
Arquivo Pessoal
Ainda conforme o relato, ele passou a receber ligações de funcionários do prédio. O suspeito disse que retornou ao condomínio para saber como estava a filha de Paula e encontrou os policiais no local. Acompanhado por um agente, ele foi até o apartamento, de onde a criança foi retirada e levada à delegacia. O pai da menina foi acionado e ficou responsável por ela.
Severino foi reconhecido pelas câmeras de monitoramento. Ao ser questionado pela polícia, ele confessou e detalhou a dinâmica do crime. Segundo o depoimento, Severino atacou Paula e, em seguida, foi até a Ponte Pênsil para descartar a faca. Depois, seguiu para a Praça da Biquinha, onde lavou as mãos.
O homem foi preso em flagrante após confessar o assassinato. Ele deve responder por feminicídio qualificado, com as agravantes de recurso que dificultou a defesa da vítima e emboscada.
Defesa de Severino
Severino Alves Pereira matou Paula Santos da Silva a facadas em São Vicente
Reprodução e Redes sociais
O advogado Adriano Neves Lopes, que representa Severino, informou que a defesa ainda não foi formalmente intimada da denúncia oferecida pelo MP-SP. Por isso, ele aguarda o acesso integral ao processo para apresentar resposta à acusação.
"A defesa está sensibilizada com a gravidade dos fatos narrados. Contudo, destaca que a Constituição Federal assegura a todo acusado, em processo criminal, o direito da ampla defesa e do contraditório", afirmou o advogado, por meio de nota.
Adriano acrescentou que a manifestação defensiva será apresentada nos autos no prazo legal, inclusive considerando que houve confissão do acusado perante a autoridade policial.