'Jamais imaginei': vizinha de vítima abraçou pedreiro sem saber que ele matou a ex a facadas
16/07/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra ataque de homem que matou a ex-companheira a facadas no litoral de SP
Uma vizinha de Paula Santos da Silva, morta pelo ex-companheiro ao sair do trabalho em São Vicente, no litoral de São Paulo, contou que abraçou o assassino logo após o crime, antes de descobrir que ele era o autor. O homem, identificado como Severino Alves Pereira, trabalhava como pedreiro no edifício da vítima há muitos anos.
De acordo com a gestora de projeto social Letícia Guedes, de 36 anos, Severino era brincalhão com os moradores, mas demonstrou um comportamento diferente no dia do assassinato.
"Ele não estava normal, estava meio perturbado, inclusive, falando sozinho", relembrou a vizinha, que o encontrou no elevador na hora do almoço.
Severino prestava serviços de manutenção no prédio onde Paula morava. Eles mantiveram um breve relacionamento. Sem aceitar o término, ele esperou a mulher sair do trabalho na noite de segunda-feira (13) e a atacou com facadas na barriga e no pescoço, na Rua Tibiriçá, no Centro da cidade.
Paula conseguiu percorrer alguns metros antes de cair em frente ao edifício onde morava, na Rua Frei Gaspar. Imagens de monitoramento registraram a vítima caminhando com dificuldade e pedindo socorro.
Vídeo mostra mulher pedindo socorro após ser esfaqueada por ex no litoral de SP
Comportamento
Moradora do prédio há 20 anos, Letícia Guedes contou que conhecia o jeito do pedreiro e tinha um carinho por ele devido ao tempo de convivência. Por isso, estranhou a atitude de Severino antes do crime.
"Ele não brincou. Ele não olhou nem na minha cara direito, e ele brinca comigo pra caramba. Ele acompanhou o crescimento dos meus filhos aqui no prédio", disse, explicando que o funcionário aparentava estar perturbado.
Severino Alves Pereira, de 56 anos, foi preso após matar Paula Santos
g1 Santos e Redes sociais
Retorno ao prédio e abraço
A vizinha presenciou o momento em que Severino retornou ao condomínio após o ataque contra Paula. Na ocasião, ele ainda não havia sido reconhecido como autor do crime e se identificou aos policiais e às testemunhas como companheiro da vítima.
“Eu ainda o abracei e falei: ‘poxa, eu nem sabia que você estava namorando. Você é o namorador do prédio’”, relembrou Letícia.
Ela contou que levou um susto ao descobrir a autoria do assassinato. “Jamais imaginei que ele poderia ter matado.”
Ela contou que levou um susto ao descobrir que o homem havia cometido o crime. “Jamais imaginei que ele poderia ter matado”, relatou.
Paula Santos da Silva tentou pedir ajuda após ser esfaqueada pelo ex em São Vicente (SP).
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Confissão
Severino foi reconhecido nas câmeras de monitoramento e, ao ser questionado pela polícia, confessou e detalhou a dinâmica do crime. Segundo o depoimento, ele atacou Paula quando ela saía do trabalho e, em seguida, foi até a Ponte Pênsil para descartar a faca utilizada. Depois, seguiu para a Praça da Biquinha, onde lavou as mãos.
Ainda conforme o relato, ele passou a receber ligações de funcionários do prédio, já que a vítima não tinha familiares na cidade. O suspeito disse que retornou ao condomínio para saber como estava a filha de Paula e encontrou os policiais no local.
Paula Santos da Silva, de 37 anos, foi morta esfaqueada por Severino Alves Pereira, de 56, em São Vicente (SP)
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Severino afirmou que tinha carinho pela menina e pediu para vê-la. Acompanhado por um policial, ele foi até o apartamento, de onde a criança foi retirada e levada à delegacia. O pai da menina foi acionado e ficou responsável por ela.
Enquanto isso, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança e identificaram Severino como autor do crime. Ele foi preso em flagrante após confessar o assassinato. O homem deve responder por feminicídio qualificado, com as agravantes de recurso que dificultou a defesa da vítima e emboscada.
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