Estudante relatou mal-estar em acampamento dias antes de morrer; veja mensagens

  • 02/04/2026
(Foto: Reprodução)
Família pede apuração sobre causa da morte de adolescente após acampamento O adolescente Eduardo Fukumasu Dias, que morreu em setembro de 2025 após passar mal em um acampamento em Sapucaí-Mirim (MG) durante uma viagem de formatura, relatou a amigas os sintomas que estava sentindo. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, obtiveram acesso a mensagens trocadas entre Eduardo, duas amigas e a mãe dias antes de ele morrer. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Nas conversas, entre os dias 10 e 12 de setembro, primeiros dias de viagem, o menino disse que estava sentindo dores de cabeça, tontura e "vendo as coisas com cores diferentes". Já em trocas de mensagens com a mãe, Eduardo citou que havia vomitado e que estava no quarto. Estudante enviou mensagens relatando mal-estar em acampamento dias antes de morrer Reprodução O adolescente foi atendido em um hospital em São Bento do Sapucaí (MG), recebeu soro, mas o quadro não melhorou. A mãe viajou até o local e encaminhou Eduardo para um hospital particular em Ribeirão Preto. Ele já chegou inconsciente e, por isso, precisou ser intubado e ainda passou por sessões de diálise. Segundo a família, os médicos realizaram uma série de exames para descartar hipóteses de doenças graves, como meningite, AVC ou derrame, mas nenhuma delas foi confirmada. Eduardo permaneceu internado, mas morreu no dia 15 de setembro. LEIA TAMBÉM: Família de estudante morto após passar mal em acampamento pede novos laudos à polícia O que se sabe sobre morte de adolescente que passou mal em acampamento Quem era o adolescente que morreu após passar mal em acampamento Família busca respostas A família do estudante ainda busca respostas em Ribeirão Preto (SP) seis meses após a morte do adolescente. O laudo médico feito em setembro de 2025 apontou que a causa da morte foi coagulação intravascular disseminada. Isso acontece quando o excesso de coágulos prejudica a circulação do sangue pelo corpo. A psicóloga Vivian Fukumasu da Cunha, tia de Eduardo, diz que a família pediu novos exames para detectar o que causou o quadro. “Os laudos não dizem para a gente o que levou a essa coagulação, se houve alguma coisa externa a ele ou interna dele que pudesse ter provocado tudo isso. No hospital, na UTI, os médicos eram taxativos em dizer que alguma coisa recente aconteceu com ele”, afirma Vivian. Segundo a família, no mesmo dia que Eduardo passou mal, mais dois alunos apresentaram sintomas e foram atendidos na enfermaria do acampamento. Um deles relatou dor de cabeça. Por causa disso, a defesa da família pediu que o representante legal do acampamento apresente o relatório completo de atendimentos da enfermaria entre os dias 10 e 15 de setembro. Até o momento, apenas uma folha com rasuras foi enviada. O pedido da família ainda envolve a escola, para apontar qual professor era responsável pelo quarto do menino, se havia bagunça ou briga. Também deve apontar qual medicamento, alimento ou bebida foi comprado na farmácia no dia em que ele passou mal e quem comprou. Em parecer, o Ministério Público indicou que o delegado responsável pelo caso deve decidir pelas novas diligências. O inquérito na Polícia Civil ainda não foi concluído. Em nota, o acampamento lamentou a morte do jovem, se solidarizou com familiares e informou que, desde a primeira queixa apresentada, ele recebeu atendimento e foi encaminhado para avaliação em um hospital local, com a responsável mantida informada ao longo de todo o período. "Os laudos oficiais disponíveis até o momento (necroscópico, toxicológico e anatomopatológico) são inconclusivos e não permitem associar o falecimento a fatos ocorridos durante a hospedagem do jovem", comunicou. O acampamento também comunicou que colabora com as autoridades e permanece à disposição para esclarecimentos. Atendimento prestado a Eduardo Fukumasu Dias na enfermaria de acampamento em MG Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Hipóteses Uma das possibilidades apontadas para a morte de Eduardo seria o quadro de intoxicação exógena, causada por um agente externo, como picada de animais ou alimento contaminado. Por isso, a defesa também pediu que mais médicos sejam ouvidos. “Alguns pontos que causam estranheza é que no exame necroscópico dele consta a possibilidade de uma intoxicação exógena. Para além disso, nós temos o cenário que ele não tinha nenhuma doença pré-existente ou algo que levasse a uma condição sensibilizada de saúde. Isso também causa estranheza”, afirma a advogada Jéssica Nozé, que representa a família. O estudante Eduardo Fukumasu Dias morreu após passar mal em acampamento de formatura Redes sociais Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/04/02/estudante-relatou-a-amigas-mal-estar-em-acampamento-dias-antes-de-morrer-veja-mensagens.ghtml


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