Alvo apontado como chefe do esquema de fraudes bancárias se entrega à PF, em Piracicaba

  • 27/03/2026
(Foto: Reprodução)
Thiago "Ralado", empresário de Americana (SP) Arquivo/Liberal Principal alvo da Operação Fallax, que investigou um esquema de fraudes bancárias, Thiago Branco de Azevedo foi preso após se apresentar na Delegacia de Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (27), em Piracicaba (SP). O suspeito é apontado como o chefe do esquema nacional de fraudes bancárias milionárias de instituições financeiras contra a Caixa Econômica. Glaucia Juliana de Azevedo e Julio Ricado Iglesiar Oriolo, a esposa e o cunhado do Thiago, também se entregaram. Todos estavam foragidos desde quarta-feira (25), quando a operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Segundo a investigação, Thiago - conhecido como Ralado - é responsável pela criação de empresas para aplicação das fraudes, tinha vida de luxo e costumava dar festas para cantores sertanejos. O nome dos artistas não foi divulgado. Em imagens publicadas nas redes sociais, Ralado ostenta carros de luxo e aparece também dirigindo em alta velocidade — assista no vídeo abaixo. Vida de luxo: quem é o principal alvo de operação sobre fraudes milionárias contra a Caixa Os presos No balanço atual, 18 pessoas já foram presas pelo esquema, e outras três seguem foragidas. Entre os presos está o Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, também é um dos alvos da ‘Operação Fallax’. O esquema envolvia abertura de contas com empresas fictícias com a utilização de nomes de laranjas e até de pessoas que nem existem. A quadrilha também é investigada por crimes de lavagem de dinheiro e estelionato. Qual era o papel de Thiago no esquema? PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa O suspeito, conhecido como Ralado, seria responsável pela coordenação das frentes de atuação, o que inclui captação de “laranjas”, constituição de pessoas jurídicas, contato com gerentes bancários e orientação quanto à produção de documentos utilizados nas operações de crédito. "Identificamos que [Thiago] orquestrava a criação de empresas para que pessoas pudessem fazer a lavagem de capitais. Na época ele fazia a lavagem de capitais para uma facção criminosa de São Paulo", descreveu. O delegado da PF, Henrique Souza Guimarães, definiu Thiago como uma pessoa articulada. "Ele conseguia cooptar essas pessoas com pagamento de importâncias em dinheiro. Um dos crimes investigados é corrupção ativa e corrupção passiva por conta de gerentes da Caixa Econômica Federal. Então, tinha esse contato, tinha pessoas específicas para fazer contato com os laranjas", relatou. Ainda segundo o delegado da PF, Thiago Branco de Azevedo, repassava as empresas de fachada criadas por ele a facção criminosa. "A investigação começou porque houve um compartilhamento de provas com a Justiça Estadual e passamos a analisar a função de Thiago no esquema. Foi então que surgiu toda essa gama de empresas que ele utiliza para outras pessoas, não só especificamente para a facção criminosa. Algumas pessoas que foram alvos de busca e de prisão também, que tinham essa facilidade de fazer esse acesso", detalhou. 🔎 Raio-X da operação Quantos mandados foram expedidos: A operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Quantas pessoas estão presas e foragidas: 18 pessoas estão presas e outras três estão foragidas. O que foi apreendido: Computadores, documentos e aparelhos celulares relacionados à operação. Quebra de sigilo e bloqueio de bens: Foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões. Foram autorizadas ainda medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. Qual crime é investigado?: Segunda a PF, eram realizadas fraudes bancárias de instituições financeiras. O esquema envolvia a abertura de contas com empresas fictícias com a utilização de nomes de laranjas e até de pessoas que nem existem. Pessoas eram pagas com importâncias consideradas ínfimas (R$ 150, R$ 200) para emprestar o nome ao esquema. Quantas empresas conseguiram financiamento?: 172 empresas conseguiram obter financiamentos em várias instituições financeiras em valores de aproximadamente mais de R$ 47 milhões. Como eles dificultavam o rastreamento?: Segundo a PF, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos, e cooptava funcionários de instituições financeiras. Os funcionários inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas, e esses valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento. Valores totais fraudados: As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. O que diz a Caixa? Em nota, a Caixa comunicou que "atua permanentemente em cooperação com os órgãos de segurança pública e de controle, especialmente a Polícia Federal, no combate a fraudes bancárias, estelionatos e crimes de lavagem de dinheiro". "A Caixa reitera que possui políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, alinhadas às melhores práticas de mercado, à legislação vigente e às normas dos órgãos reguladores. Sempre que identificadas movimentações atípicas ou evidências de irregularidades, os casos são imediatamente reportados aos órgãos competentes, colaborando de forma ativa com as investigações", acrescentou. A instituição também ressaltou que mantém "compromisso com a integridade, a transparência e a proteção do patrimônio público, bem como com a pronta adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento de eventuais prejuízos, quando aplicável". Limeira Em Limeira (SP), a Polícia cumpriu mandado de prisão e de busca e apreensão contra um homem de 41 anos. A ação ocorreu na região da Fazenda Itapema, onde o indivíduo foi localizado em sua residência. Durante as buscas, não foram encontrados materiais ilícitos no local. O suspeito foi levado à Delegacia da Polícia Federal de Piracicaba. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares e três máquinas de cartão de crédito. Polícia faz buscas em imóvel de luxo de Americana durante operação da PF contra fraudes milionárias envolendo a Caixa Econômica Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Econômica Polícia Federal/ Reprodução Rio Claro A Polícia cumpriu também mandados de busca e apreensão no Jardim América em Rio Claro (SP) contra um alvo da investigação, procurado integrar organização criminosa responsável por lavagem de dinheiro. No local, a equipe foi recebida pelo advogado do investigado, que autorizou a entrada na residência. O imóvel possuía cercas elétricas e monitoramento por câmeras. Ele não foi encontrado no imóvel. Durante a execução da busca domiciliar, acompanhada pelas testemunhas qualificadas, foram apreendidos os seguintes materiais: 1 Notebook 1 Pen drive 2 Caixas de munições calibre .38 1 Caixa de munições calibre 9mm A ocorrência foi registrada por Câmeras Operacionais Portáteis. Os objetos foram encaminhados à Polícia Federal para prosseguimento das investigações. Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Limeira Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução O que dizem as defesas? Em nota, os advogados de Rafael de Gois, o CEO do Grupo Fictor, afirmaram que a defesa vai prestar esclarecimentos necessários às autoridades assim que tiver acesso ao conteúdo da investigação. A defesa de Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, declarou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente. A EPTV, emissora afiliada da TV Globo, não encontrou a defesa do Thiago Branco de Azevedo. A reportagem será atualizada após o posicionamento. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

FONTE: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/03/27/alvo-apontado-como-lider-do-esquema-de-fraudes-bancarias-se-entrega-a-pf.ghtml


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